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Quem somosA Organização Internacional para as Migrações (OIM) faz parte do Sistema das Nações Unidas como a principal organização intergovernamental que promove a migração humana e ordenada para o benefício de todos. A OIM está presente no Brasil desde 2016.
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Nosso trabalhoComo a principal organização intergovernamental que promove migração humana e ordenana, a OIM desempenha um papel fundamental no processo de atingir a Agenda 2030 por meio de diferentes áreas de intervenção. No Brasil, a OIM oferece apoio a migrantes, retornados, deslocados internos e às comunidades de acolhida, trabalhando em cooperação com governos e a academia.
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Relatório do IDMC: 75,9 milhões de pessoas vivendo em deslocamento interno em 2023
Genebra, 14 de maio – No final de 2023, um número sem precedentes de 75,9 milhões de pessoas estava em situação de deslocamento interno, de acordo com o relatório recém-divulgado do Centro de Monitoramento de Deslocamento Interno (IDMC, na sigla em inglês). Quase 47 milhões de novos deslocamentos internos, ou movimentos, foram registrados no mesmo ano, evidenciando a urgência de proteger as pessoas deslocadas internamente e prevenir futuros deslocamentos.
“Enquanto o planeta enfrenta conflitos e desastres, o assustador número de 47 milhões de novos deslocamentos internos conta uma história angustiante”, disse a Vice-Diretora-Geral da OIM, Agência da ONU para as Migrações, Ugochi Daniels. “Este relatório é um aviso claro da necessidade urgente e coordenada de expandir a redução do risco de desastres, apoiar esforços de construção da paz, garantir a proteção dos direitos humanos e, sempre que possível, prevenir o deslocamento antes que aconteça”.
O Relatório Global sobre Deslocamento Interno (GRID, na sigla em inglês) mostra que conflitos e violência provocaram 20,5 milhões de deslocamentos. Destes, o Sudão representou quase 30%, enquanto a Faixa de Gaza representou 17% – 3,4 milhões – nos últimos três meses do ano.
Os desastres continuam a deslocar milhões de pessoas todos os anos. Em 2023, desastres como o ciclone Freddy no sudeste da África, os terramotos na Turquia e na Síria e o ciclone Mocha no Oceano Índico provocaram 26,4 milhões de movimentos, representando 56% do total de novos deslocamentos internos. Notavelmente, houve um aumento nos deslocamentos induzidos por desastres em países de alta renda, exemplificado pelo Canadá, onde uma temporada sem precedentes de incêndios florestais levou a 185.000 deslocamentos internos.
Nos próximos anos, espera-se que o número de pessoas deslocadas por desastres aumente à medida que a frequência, duração e intensidade dos perigos naturais se agravem no contexto das mudanças climáticas. Temos visto tais tragédias ocorrendo no Brasil e no Quênia nas últimas semanas.
Apesar desses desafios assustadores, ainda existem lacunas de conhecimento e a comunidade internacional precisa de dados melhores para compreender, prevenir, gerenciar e abordar o deslocamento interno em contextos de conflito e desastre.
O relatório é uma ferramenta valiosa para parceiros humanitários e de desenvolvimento, governos e uma variedade de grupos de partes interessadas, à medida que trabalham para resolver os deslocamentos existentes e se preparar para futuros deslocamentos.
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Notas aos editores
A OIM é uma parceira do IDMC no âmbito do GRID, fornecendo dados confiáveis e precisos por meio de sua Matriz de Monitoramento de Deslocamento (DTM, na sigla em inglês). O DTM, parte integrante do Instituto Global de Dados (GDI, na sigla em inglês) da OIM, funciona como a maior fonte do mundo de dados primários sobre deslocamento interno, informando 81% da Visão Geral das Necessidades Humanitárias e dos Planos de Resposta Humanitária (2023).
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Para mais informações, entre em contato com:
Oficial de Comunicações da OIM, Chloé Lavau, clavau@iom.int