OIM e USAID assinam projeto para apoiar a integração econômica dos venezuelanos no Brasil


Date Publish: 
Friday, December 13, 2019
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USAID

Brasília - A Organização Internacional para Migrações (OIM) e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) assinaram (2.12) um acordo para apoiar o governo brasileiro na Integração econômica de venezuelanos e migrantes de países vizinhos ao Brasil que estejam em situação de vulnerabilidade no país.

 

O intuito da cooperação entre as agências é facilitar o acesso ao emprego formal e a oportunidades de geração de renda por meio de programas de treinamento vocacional e empresarial, cursos de línguas e capacitações. Os migrantes também receberão informações sobre seus diferentes direitos no Brasil e sobre exploração e discriminação laboral.

 

A ação da OIM com USAID prevê igualmente a sensibilização do setor privado para promover o acesso dos migrantes ao mercado de trabalho com capacitações direcionadas aos empregadores. Informações para a sociedade em geral também serão disseminadas, especialmente via campanha contra a exploração laboral que será realizada. O projeto terá ainda uma estratégia para apoiar mulheres e jovens para ajudá-los a superar os seus desafios específicos.

 

Com as atividades e novas parcerias desenvolvidas entre autoridades locais, sociedade civil e setor privado, espera-se ampliar a visibilidade de que o migrante também é um agente de desenvolvimento econômico na sociedade de acolhimento, que pode enriquecer a cultura empresarial com seus conhecimentos e idioma.

 

“Buscamos com essa abordagem combinada entre o apoio direto, o fortalecimento das habilidades dos migrantes e a sensibilização do setor privado e dos parceiros da sociedade civil contribuir para a integração econômica dos migrantes na sociedade brasileira ao longo prazo”, explica o chefe de missão da OIM no Brasil, Stephane Rostiaux.

 

O projeto será implementado no Distrito Federal, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, estados com maior concentração de migrantes. As atividades estão previstas para começar em janeiro de 2020 e devem durar dois anos.