OIM doa medicamentos essenciais ao Governo do Amazonas para reforçar a resposta à pandemia no estado

 

Os remédios entregues estão entre os mais usados em pacientes internados para tratamento da COVID-19

Manaus - A Organização Internacional para as Migrações (OIM) doou, na terça-feira (30), um lote de medicamentos para o tratamento de pacientes que estão internados com COVID-19 nos hospitais do Amazonas. A doação incluiu a Heparina Sódica, usada em pacientes que precisam de hemodiálise, o Midazolam, sedativo usado em processos de intubação, e a Piperacilina, antibiótico hospitalar.

“Esses três medicamentos são muito utilizados e estão com dificuldade nacional de aquisição, então é uma doação essencial e será muito bem utilizada”, ressalta o Coordenador da Central de Medicamentos (CEMA) do Estado do Amazonas, Cláudio Nogueira. O CEMA foi o responsável pela recepção dos itens.  

Essa é a segunda doação de medicamentos que a OIM destina ao Governo do Amazonas somente este ano. Em fevereiro, a OIM doou mais de 3 mil ampolas e comprimidos de Morfina, Etomidato e Fentamila, também usados em processos de sedação hospitalar.

Além dos medicamentos, também foram doados equipamentos como oxímetros e glicosímetros, entre outros. “Este apoio é de suma importância ao Estado do Amazonas. Os índices melhoraram, mas ainda estamos com 75% de ocupações em UTI. É uma doença que não passou, e os pacientes continuam necessitando”, completou Nogueira.

O estado do Amazonas encontra-se atualmente com cerca de 346.000 casos confirmados e quase 12.000 óbitos, atravessando atualmente um período de estabilização. Este chega depois de uma fase crítica vivida no estado ao longo do primeiro trimestre de 2021, quando se atingiu mesmo uma insuficiência generalizada de leitos hospitalares.

“Para a OIM, é de grande importância poder contribuir para a assistência de pacientes de COVID-19 no estado do Amazonas, onde temos juntado esforços com as autoridades locais para apoiar o povo brasileiro e os migrantes a ultrapassar este difícil momento, particularmente no Norte do país”, informa o Chefe de Missão da OIM no Brasil, Stéphane Rostiaux.