Comunidades brasileiras do Amazonas recebem estações de lavagem de mãos como medida de enfrentamento à pandemia de COVID-19

Manaus - Em mais uma atividade de apoio ao enfrentamento à COVID-19 no Amazonas, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) entregou a três comunidades indígenas e à Casa de Saúde Indígena (Casai) estações de lavagem de mãos. Os equipamentos irão ajudar indígenas e ribeirinhos brasileiros a manter os protocolos de higiene para prevenção do contágio do novo coronavírus.

Entre as comunidades beneficiadas está a aldeia indígena Cipiá, localizada a 30 minutos de Manaus, às margens do rio Negro. A aldeia é um dos principais polos turísticos de Manaus, famosa por receber visitantes do Brasil e do mundo interessados em conhecer a vida e a cultura dos indígenas, a maioria deles da etnia Baré.


Foto: Cláudio Trindade

Outro local beneficiado pela ação da OIM foi o Parque das Tribos, uma das maiores comunidades indígenas urbanas do Brasil. No parque das Tribos, a estação de lavagem de mãos foi instalada em frente ao Hospital de Campanha da própria comunidade, sendo este um ponto de maior atenção para cuidados contra a COVID-19. "Para nós, é um privilégio muito grande ter essa parceria com a OIM ", comentou um dos líderes comunitários do Parque das Tribos, Florismar Sales.


Foto: Cláudio Trindade

Também recebeu a estação de lavagens de mãos a comunidade ribeirinha Nossa Senhora do Livramento, a 7 km da capital do Amazonas. Neste caso, a estação foi instalada ao lado da Unidade Básica de Saúde (UBS).  Segundo Renilson Gomes, agente comunitário de saúde que atende a região, a iniciativa trará mais qualidade aos atendimentos. “É ótimo ter essa estação porque a população que utiliza o serviço da UBS vai poder fazer a higienização das mãos antes e depois dos atendimentos, reforçando os cuidados com a saúde e de prevenção à COVID-19", comentou Renilson.


Foto: Cláudio Trindade

Já a estação instalada na Casa de Saúde Indígena (Casai) vai beneficiar indígenas do Amazonas, além dos que chegam de estados vizinhos para tratamento de saúde.

Acompanham as estações um dispenser com sabão líquido e placa com instruções para lavagem eficiente das mãos.

As estações de lavagem foram construídas nas comunidades utilizando tambores reciclados, base de madeira de reuso e abraçadeiras e impermeabilização feitas com garrafas PETs. As estruturas possuem ainda seis torneiras e podem ser utilizadas de ambos os lados.

Para o tratamento dos resíduos produzidos após o uso da estação, foi instalado o chamado sistema “Círculo de Bananeiras”. Se trata de uma tecnologia ecológica apropriada para destinação de águas cinzas, que são as provenientes da cozinha, lavagem de roupas e mãos, por exemplo. O sistema é constituído de uma bacia escavada no solo, que é preenchida por material orgânico, e plantação ao redor de bananeiras e outras plantas com alta taxa de transpiração. Nesse sistema, os microrganismos não contaminam o interior dos tecidos e frutas das plantas, e os componentes da água cinza são em sua maioria nutrientes para as plantas.

Para Vanusa, indígena da aldeia Cipiá, além da importância das medidas de higiene, a preocupação com o meio ambiente fortalece o compromisso com a comunidade e traz esperança de que o turismo possa voltar ao local. "O posto de lavagem foi muito bom pra nós. Quando os visitantes chegarem aqui, eles vão poder se lavar as mãos, o que dará mais segurança para eles e para nós”, comentou.

As atividades de prevenção à COVID-19 para indígenas e ribeirinhos brasileiros são realizadas com o apoio financeiro da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID)