Cine Migração

 

A edição de 2019 do Cine Migração no Brasil será realizada nas cidades de Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Curitiba, São Paulo, Manaus e Pacaraima entre 3 e 22 de dezembro.

Durante o festival, serão apresentados nove filmes, sendo três longas-metragens e cinco curtas escolhidos entre os 32 da seleção oficial internacional, além de um curta apresentado exclusivamente no país. Outro destaque é a compilação de vídeos da oficina para migrantes Feitos de Coragem realizada em 2019 em Brasília e Curitiba.

As mais de 30 projeções no Brasil serão alternadas nas sete cidades. Além dos filmes, rodas de conversa, feira cultural de artesanato e alimentos e debates também entram na programação de Belo Horizonte, Boa vista, Brasília e Curitiba. As exibições são gratuitas e ocorrem em locais variados como cinemas, auditórios e até mesmo nos alojamentos que abrigam os venezuelanos em Pacaraima e Manaus.

Consulte a programação completa aqui

 

 

Filmes da Seleção Oficial - Brasil

 

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e textoJovens Polacas, de Alex Levy-Heller (2019)

Após meses de pesquisa, o jovem jornalista Ricardo (Emilio Orciollo Netto) finalmente chega à fase final de sua pesquisa de doutorado sobre escravas brancas no Rio de Janeiro, também conhecidas como polacas.

Traficadas do leste europeu para o Brasil, jovens judias foram levadas a acreditar que se casariam até serem levadas diretamente para os bordéis.

* 96 minutos, ficção, classificação indicativa 14 anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As Estátuas de Fortaleza, de Fabien Guillermont e Natália Albuquerque (2019)

É um documentário que se passa no Brasil entre setembro e novembro de 2018.

Traça o curso de diferentes refugiados venezuelanos que chegaram em diferentes períodos nos últimos anos no Brasil. De Pacaraima, a Fortaleza e Rio de Janeiro, passando pelos abrigos de Boa Vista.

* 89 minutos, documentário, classificação indicativa livre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Torre, de Mats Grorud (2018)

Presos entre o céu e o inferno, sempre acampando. A história da Palestina contada em um campo de refugiados em Beirute.

* 77 minutos, animação, classificação indicativa 12 anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Orquestra de Todos os Povos, de Alexis Zelensky (2018)

Você acredita que a música pode reunir migrantes e refugiados de diferentes partes do mundo?

A Orquestra de Todos os Povos é um curta-metragem de um experimento musical que está sendo realizado no Brasil.

O filme mostra o interessante processo de construção de uma orquestra chamada Orquestra Mundana Refugi, com músicos migrantes e refugiados de diferentes partes do mundo, cada um deles contribuindo com a música.

A orquestra também tem como objetivo abordar questões de preconceito contra migrantes na sociedade brasileira.

* 24 minutos, documentário, classificação livre.

 

 

 

 

 

 

 

 

O Ano Novo da Haru, de Alice Shin (2018)

Ano novo, país novo, escola nova. Haru tem muito a se adaptar no Canadá.

Deve descobrir como fazer novos amigos, enquanto ainda sente falta dos que deixou para trás no Japão.

* 19 minutos, classificação livre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Três Dias de Agosto, de Madli Lääne (2018)

Em agosto de 1991, enquanto o mundo assistia ao golpe que varria rapidamente Moscou, a Estônia declarou independência da ocupação da União Soviética.

Em meio à atmosfera tensa e intimidadora, uma garota estoniana gradualmente desenvolve uma amizade com um garoto russo por um interesse comum.

Este filme fictício ilustra como as questões políticas geralmente afetam a percepção e as atitudes das pessoas em relação a indivíduos estranhos, destacando ao mesmo tempo o valor da verdadeira amizade, tudo através dos olhos e da inocência de uma criança.

* 20 minutos, classificação livre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Presentes da Babilônia, de Bas Ackermann (2018)

Modou partiu para a Europa para escapar de uma vida de escravidão e de condições desesperadoras.

Depois de sobreviver a cinco anos difíceis no cruel limbo de “status irregular”, ele foi forçado a retornar à Gâmbia, onde enfrentou a amarga realidade de se sentir como um estranho em seu próprio país, comunidade e família.

O filme descreve vividamente as lutas vivenciadas pelos migrantes após a deportação, explorando a realidade preocupante da migração com foco na reintegração como mais uma consequência traumática de deixar o próprio país para uma vida melhor.

* 24 minutos, classificação 14 anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Libertai, de Bill Szilagyi (2019)

Em Libertai, o artista Crawford Mandumbwa, do Botsuana, fala abertamente sobre política, sociedade, arte e cultura africanas.

Ele é designer gráfico e professor de uma escola local no Botsuana.

Sendo um entusiasta da ciência política que circunda o continente, ele mergulha profundamente na questão de porquê a África continua a sofrer de uma infinidade de problemas de vulnerabilidade social.

Ele compartilha seus pontos de vista, esperanças e ambições de mudar a vida na África e construir uma narrativa positiva em torno dela. Ele acredita firmemente no poder transformador da arte.

* 19 minutos, classificação indicativa 10 anos.

 

 

 

 

 

Nossas Histórias no Muro: Mulheres
e Arte na Fronteira Brasil-Venezuela,
de Benjamim Mast e Adriana Duarte
Três artistas venezuelanos foram até o Latife
Salomão, um abrigo na cidade de Boa Vista,
RR, onde moram 159 mulheres e crianças
venezuelanos em situação de refúgio no
Brasil. Diana, Génova, e Andy também eram
migrantes, mas chegaram lá com uma outra
intenção: de encher de cores às paredes cinzas
do abrigo.
* 6 min - 2019/ Legendado em português

 

Feitos de Coragem

Realizada em Brasília e Curitiba, a oficina Feitos de Coragem ofereceu aulas teóricas e práticas para migrantes que desejavam adquirir habilidades para contar histórias em formato audiovisual.

O resultado foi a produção de três vídeos por cidade.

As capacitações foram ministradas por Gustavo Castro e Juliana Sanson, cineastas e educadores populares curitibanos.

A oficina faz parte da campanha Feitos de Coragem – o Mundo é Movimento, idealizada pela Jarina Filmes e pela Fundación Avina, e conta como apoio da OIM – ONU Migração e Jesuítas Brasil.